Os sinais deste período que no futuro será transmitido aos nossos pequenos como a grande mudança da humanidade estão cada dia mais fortes, isto já é sabido, porém, não é por conta de que este fato se evidencia que devemos nos alhear aos pontos que necessitam ser melhorados.

Estive refletindo sobre esta condição, fazendo uma análise de minhas deficiências e buscando saber em que ponto elas estavam me atrapalhando na minha evolução. Sai de uma recente jornada de leitura sobre Índia, Yoga, Hinduismo e estas coisas e cheguei a uma conclusão: yogui que vai à Índia viaja!!!

Cheguei nesta frase depois de ir percebendo, dia a dia, o quanto o nosso cotidiano é rico de lições, exemplos e principalmente de oportunidades para evoluirmos, sem a necessidade de apego a símbolos que atenderam a compreensão de um povo que viveu a pelo menos 2500 anos atrás ou, menos ainda, de uma viajem de um dia inteiro de avião pra chegar do outro lado do mundo e quando chegar lá, procurar no meio de um milhão, um mestre que seja sincero!!!!!!

Vejo os novos praticantes, iniciando estudos, buscando respostas mas, tudo isso dependendo de uma viajem para a India para ter validade. De fato, isso é viajem pois, quem tem na mente que alguma resposta ou a conclusão de uma análise interior está além de uma rápida olhadela para a ponta do nariz está tão distante de uma passo para a frente na caminhada espiritual quanto a Índia o está daqui em uma jornada a pé.

Devemos certamente, de prestar as devidas reverencias aos grandes mestres que viveram no berço do yoga e nos presentearam com o conhecimento deste método extremamente eficaz de buscar a evolução pessoal, porém, se estes mestres nos transmitiram estes conhecimentos é que, para que com o nosso, impulsionemos para frente a evolução da própria prática. Poucos são os mestres aqui em nosso solo, que, com ousadia e originalidade, tornaram o yoga brasileiro, sem alterar sua história, sem inventar tagarelices para encher ainda mais a nossa mente ocidentalizada e nos desviar ainda mais do caminho da paz.

A prática está no simples movimento do seu olho enquanto lê estas linhas e processa esta minha idéia, confrontando ela com a sua. É o silencio que vem depois do resultado deste impacto de informações que deve ser chamado de ioga, o processo químico que alquimiza pontos de vista e reduz tudo a nada.

Ir para a Índia vai ajuda-lo, mais do que qualquer outra coisa a enxergar problemas sociais e se você passar sem vê-los, ouso dizer que você não foi à Índia e, sejamos sinceros, por aqui já temos isso o suficiente, assim como temos mestres que não devem exatamente nada aos que vivem na India e, melhor, falam nossa lingua e ensinam baseado em nossa cultura.

Tive o previlégio de encontrar meu mestre, aqui bem pertinho e a cada semana aprendo coisas que levaria vidas para assimilar sem ele. Acredite, o seu de repente é seu vizinho mas, olhando lá pra Asia vc não vai conseguir ve-lo!!!!

Para os críticos de plantão, eu nunca fui a Índia, nem sequer tenho um passaporte!!! 🙂

A todos um enorme abraço, força e luz na caminhada.

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Sobre Léo Nascimento

um caminhante

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  1. Mario disse:

    Bom dia esbarrei neste texto por acaso, mas dizem que coinscidencia nao esiste,estou comecando a viver no aqui e agora ,valeu, Mario

  2. O Velho disse:

    Perfeito, Leôncio! Penso igualzinho!Aliás, sou o Edinho, lá do sítio, lembra?Muito bom o seu blog, heim? Bom saber que você escreve tão bem! Estarei aqui mais vezes, com certeza, meu irmão.Grande abraço, muita luz!;-)

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