Para quem possui algo que não lhe é pertencido, este carrega com o algo a necessidade de criar sempre o ambiente que lhe de a aparência de propriedade, inclusive para si mesmo, a fim de não se frustrar. Ora, essa atividade mental contínua não permite que uma só fresta se abra e apresente o brilho intenso do ser que resplandece sobre ela.

 

Um exemplo básico desta condição é a personalidade. O ser humano, quando em convívio social cria para si e se apossa deles, uma série de “rótulos” que o identificam e, as pessoas ao redor também dão a esse alguém mais rótulos que o indivíduo acaba por agregá-los ao seu “pacote de identificação” e isso se torna “sua” propriedade, a pessoa diz, “Eu sou assim.”

 

A atitude de roubo raiz da condição humana é a identificação com o ego, a egoesclerose e isso gera uma série de consequencias e podemos nos referir a elas pela definição de himsa conforme descrito no Yoga Bashya de Vyasa(as 81 violências). Quando a pessoa fica só por um longo período, essa personalidade começa a ruir pois, ela depende de outros para se firmar. Quando a pessoa está só, o Ser é o que é, sem nenhuma propriedade, sem precisar se identificar e sem ser identificado.

 

Asteya está em intima ligação com Aparigraha, um é a condição do outro

Anúncios

Sobre Léo Nascimento

um caminhante

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s