Substanciosidade

Substanciosidade,
e no nada tardio de meus passos largados,
um tropíco fadado, já ditado pelo olhar perdido,
distraído e destratado
aquilo que trago comigo é só um grito afogado e
pra me libertar desse aperto varrido
perco meus olhares pelos lados
e a cada encontro querido
um pé pelo outro é passado
gerando o esbarro já dito,
o do tropeço já comentado,
repito as desculpas comigo
e me saio justificado
já tendo me esquecido do motivo,
destes versos pinchados
a substanciosidade,
das curvas e dos passos
lá do outro lado.

Nova Florada

Numa forma visual de aproximação,

um curva seguindo a outra,


sob influencia ou inspiração.

Gravidade ou Amor?

quem sabe???

Vem na ponta um que desbrava.

O Guerreiro Gavinha

Segue por uma senda fechada.

Entremeia o campo quântico,

de possibilidade em possibilidade

cria uma nova realidade.

E ali está o alicerce,
…,
outras curvas vêm

e se enrolam, e se apoiam, se abraçam…

Se a primeira era um sonho vão,

triste fim para as que virão,

galhos fracos que secam,

e se não for a fibrosidade,

se o chão for de terra

pode vir uma nova idade.

Mas tem suporte que é firme,

e da batente pra vida,

sem oprimir nem limitar,

da espaço pros galhos,

e da eco para as palavras,

que de tão grande não da pra ver.

E a gente se apoia no quente

e se encontra na vibração

pra harmonia, deve haver atenção.

Olhai, olhai,

ó Nova Florada,

por onde constrói sua vida,

no teu encalço vêm outras,

e a Fé que te move é a Fé que te segue.

Que no teu Espaço,

haja o Batente,

haja a Força,

para haver boa vida.

Cá os trabalhantes

É-me de prazer excelso,
abalar a paz fingida,
para regozijar-me do caos sincero,
que manifesta e evolui a vida.
E,
embora doa,
faz soar e revigora.